• março 16th, 2016
  • Publicado por Redação Concurseiro10

PF e PRF aguardam concursos para 2.058 vagas de policial.

concursos policiais

Braços da segurança pública no âmbito federal, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) já contam com pedidos de concurso em análise no Ministério do Planejamento, visando à recomposição de seus quadros. Ao todo, a solicitação abrange 2.058 vagas de policial – com remunerações de R$7.177,91 e R$17.288,85 -, voltadas para quem possui formação superior e carteira de habilitação B ou superior.

Com a área de segurança pública sendo considerada uma das prioridades do governo federal, a expectativa é que as seleções possam ao menos ser autorizadas este ano, como exceções à suspensão dos concursos do Executivo federal. Ambas as corporações têm urgência na contratação de mais servidores em face da elevada carência e possibilidade de agravamento do quadro nos próximos anos. Além disso, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta a insuficiência de efetivo nos dois departamentos para o combate aos crimes praticados nas fronteiras, cujo prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$100 bilhões por ano.

O pedido da PRF é de 1.500 vagas no cargo de policial rodoviário federal, que tem como requisito o ensino superior completo em qualquer área e garante remuneração inicial de R$7.177,91, incluindo o auxílio-alimentação, de R$458. Com apenas 10.400 das 13.098 vagas no cargo preenchidas, o departamento ainda pode perder 4 mil policiais nos próximos dois anos, segundo a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF).

Em novembro do ano passado, a PRF obteve permissão do Planejamento para nomear 579 excedentes do último concurso para policial, aberto em 2013. Para a federação, a autorização excepcional reflete a importância do departamento, tendo em vista a atual conjuntura política e financeira. Sendo assim, a expectativa é que a nova solicitação também seja atendida pelo governo.

PF – Para a PF, são esperadas 558 vagas, sendo 491 de delegado e 67 de perito. Os postulantes ao cargo de delegado precisam possuir o bacharelado em Direito, além de três anos de experiência em atividade jurídica ou policial. Já a formação superior exigida para perito varia conforme a área de atuação. Nos dois casos, os iniciais são os de R$17.288,85 (também com o auxílio).

Com autonomia para convocar novos concursos para a área policial desde o fim de 2014, a PF ainda esbarra nas dificuldades orçamentárias do governo federal para retirar a seleção para delegado e perito do papel, mesmo com o prestígio junto à opinião pública diante do combate à corrupção, sobretudo por meio da Operação Lava-Jato. Isso porque o órgão ainda depende do aval do Planejamento com relação à disponibilidade orçamentária para o preenchimento das vagas.

No início deste mês, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) lançou uma campanha pela autonomia administrativa, orçamentária e funcional do departamento, o que, caso seja aprovada, poderá agilizar a abertura dos concursos do órgão. A autonomia é reinvindicada por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 412/2009, cuja expectativa do presidente da ADPF, Carlos Eduardo Sobral, é de que seja aprovada ainda no primeiro semestre deste ano no Congresso Nacional. A ADPF ressalta que as quase 500 vagas ociosas no cargo de delegado equivalem a cerca de 30% do efetivo total.

Etapas – Os concursos da PF são tradicionalmente realizados pelo Cespe/UnB, por meio de provas objetivas e discursivas, exame de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, prova prática de digitação (apenas escrivão), avaliação de títulos, prova oral (apenas delegado) e curso de formação profissional. A última seleção para delegado e perito aconteceu em 2012. Para delegado, foram cobrados conhecimentos dos direitos Constitucional, Administrativo, Penal, Processual Penal, Civil, Processual Civil, Previdenciário, Financeiro e Tributário, Internacional Público, Empresarial, além de Criminologia.

A seleção de 2013 da PRF também foi organizada pelo Cespe/UnB. Na oportunidade, os candidatos tiveram que passar por provas objetivas e discursivas, exame de aptidão física, avaliações médica, psicológica e de títulos, além de investigação social e curso de formação. As provas foram sobre Língua Portuguesa, Matemática, Ética no Serviço Público, Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Direito Processual Penal, Legislação Especial, Direitos Humanos e Cidadania, Legislação Relativa à PRF e Física Aplicada à Perícia de Acidentes Rodoviários.
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Especialistas orientam preparação dos interessados

Sonho de muitos concurseiros, uma vaga na PF ou na PRF requer preparação especial, voltada às etapas específicas dos certames, como as provas escritas e os testes de aptidão física. Apesar de ainda não autorizadas, a expectativa é de que as seleções para PF e para PRF possam ser abertas nos próximos meses. Mesmo com as indefinições, os futuros candidatos não devem relaxar, pelo contrário: a ordem é manter o foco total.

Para o coordenador do curso Equipe Rio, Jorge Alonso, o estudante não deve desanimar com os atrasos ou boatos que envolvam o certame escolhido. “O grande detalhe na preparação é a antecipação aos estudos, bem antes de sair o edital”, diz. Para manter as atenções voltadas aos livros, Alonso afirma que o primordial é lembrar do grande objetivo: a aprovação no concurso. “A dica principal é focar na estabilidade que o cargo oferece, além da realização do sonho pessoal”. Para o especialista, o maior erro que o candidato pode cometer é parar de estudar e só retomar a preparação quando o edital estiver prestes a sair ou quando ele for divulgado. “Se fizer isso, o candidato acaba ficando pra trás com relação aos demais”, atenta o especialista.

Outro erro comum é deixar de lado a preparação física, etapa eliminatória das seleções na área. Para Elon Junior, coach de teste físico, o ideal é conciliar a parte teórica com a física. “O ideal é treinar três vezes por semana, de uma a duas horas por dia, na parte da manhã, antes dos estudos. Além de produzir o condicionamento físico ideal, o candidato terá mais disposição para os estudos diários”, garante. O especialista acredita que os testes físicos deverão ser os mesmos dos concursos anteriores, em especial na PF. “Se falando de PF, não vejo possibilidades de mudanças de testes ou de índices, pois nos últimos concursos, especificamente, houve duas alterações: uma pela própria instituição e a última à força do poder judicial. Portanto, é possível basear-se no último edital, que o candidato terá uma antecipação no ganho de performance, porém é imprescindível um treino específico e antecipado”, finalizou.

Urgência para novas vagas

Além da autorização de seus concursos, PF e PRF também aguardam a aprovação do Congresso Nacional para a criação de 2.183 vagas em cargos da área administrativa, para preenchimento via concurso público. A proposta faz parte do Projeto de Lei 4.253/15, que inclui outros cargos e outros assuntos, e tramita na Câmara dos Deputados desde o fim do ano passado. Das vagas, 1.138 são no cargo de agente administrativo, de nível médio, com remuneração inicial de R$4.270,77, incluindo o auxílio-alimentação de R$458. São 683 para a PF e 455 para a PRF. As outras 1.045 vagas destinam-se a cargos de nível superior da Polícia Rodoviária, com iniciais de R$5.027,72.

A proposta será apreciada de forma conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. No fim do mês passado, o texto recebeu requerimento de urgência na tramitação. Sendo aprovado na Câmara, o projeto ainda terá que ser avaliado no Senado, antes de seguir para a sanção presidencial.

Fonte: Folha Dirigida

 

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